A produção industrial do Brasil fechou o ano de 2025 com uma modesta alta de 0,6% em relação a 2024, conforme Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).
O resultado representa o terceiro ano consecutivo de expansão da atividade fabril, mas sinaliza uma clara perda de fôlego ao longo do ano, especialmente nos últimos meses, em um cenário marcado por juros elevados e menor dinâmica de consumo e investimento.
Nos últimos quatro meses de 2025, a produção industrial mostrou desempenho fraco, com três quedas mensais e apenas um mês sem variação positiva, refletindo a desaceleração do setor no segundo semestre. Em dezembro, a produção recuou 1,2% na comparação com novembro, o pior resultado mensal desde julho de 2024.
Setorialmente, o avanço de 0,6% no acumulado do ano foi sustentado por alguns segmentos, como bens de consumo duráveis e bens intermediários, enquanto categorias como bens de capital e bens semi e não duráveis registraram retrações.
Especialistas apontam que o alto custo do crédito e a política monetária restritiva — com a taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados ao longo de parte de 2025 — limitaram decisões de investimento e afetaram o consumo, reduzindo o ritmo de produção no setor.
Apesar dos desafios, o desempenho positivo no ano ainda coloca a indústria brasileira acima do nível pré-pandemia de covid-19, mas bem abaixo dos picos históricos de produção.
Fonte: Agência Brasil
