Reforma Tributária para influenciadores e criadores de conteúdo: o que muda na prática?

Por Izabella Vasconcellos Paz

A Reforma Tributária trouxe profundas mudanças no sistema de tributos sobre o consumo e impacta diretamente influenciadores digitais e criadores de conteúdo, especialmente aqueles que monetizam por meio de publis, parcerias, plataformas digitais, infoprodutos e assinaturas.

Muitos profissionais ainda acreditam que “nada muda” para quem trabalha com redes sociais. Esse é um erro que pode resultar em aumento de carga tributária, autuações e prejuízo financeiro.

Influenciador é empresa para o Fisco?
Na prática, sim.

Independentemente do número de seguidores, quem monetiza conteúdo exerce atividade econômica. Isso inclui:

  • Publiposts e campanhas publicitárias
  • Receitas do YouTube, TikTok, Instagram e plataformas estrangeiras
  • Afiliados
  • Venda de cursos, mentorias ou e-books
  • Assinaturas e clubes exclusivos

Com a Reforma Tributária, a fiscalização tende a ser mais integrada, digital e automática, aumentando o risco para quem não está regularizado.

Influenciadores vão pagar mais imposto?
Depende de fatores como:

  • Forma de atuação (pessoa física ou jurídica)
  • Regime tributário escolhido
  • Tipo de receita
  • Localização do contratante ou da plataforma

Quem atua como pessoa física tende a ser mais impactado, pois a carga tributária pode se tornar significativamente maior ao longo do tempo.

Já influenciadores que possuem empresa bem estruturada, com planejamento tributário adequado, tendem a ter mais controle e previsibilidade.

Simples Nacional continua sendo vantajoso?
Essa é uma das principais dúvidas.

Para alguns criadores, o Simples Nacional ainda pode ser vantajoso, mas:

  • Nem sempre é o melhor regime
  • Pode deixar de ser eficiente conforme o faturamento cresce
  • Pode gerar tributação maior do que o necessário

A Reforma exige reavaliação do regime tributário, não decisões automáticas.

Receitas do exterior e plataformas internacionais
Ganhos provenientes de:

  • YouTube
  • Meta
  • TikTok
  • Hotmart, Monetizze, Stripe

entre outras passam a exigir atenção redobrada, especialmente quanto a:

  • Tributação de serviços digitais
  • Conversão cambial
  • Obrigações acessórias
  • Risco de bitributação

A Receita Federal já cruza dados dessas plataformas.

O maior risco: continuar como antes
O erro mais comum é não fazer nada.

Com a Reforma Tributária:

  • A informalidade se torna mais arriscada
  • O improviso tributário pode gerar autuação
  • A falta de planejamento custa caro

Muitos influenciadores só procuram advogado quando já receberam notificação ou multa.

Como se proteger juridicamente?
A atuação preventiva permite:

  • Escolher a melhor forma de tributação
  • Reduzir carga tributária de forma legal
  • Evitar multas e autuações
  • Organizar contratos e recebimentos
  • Garantir segurança patrimonial

Cada criador possui uma realidade distinta — não existe modelo único.

Conclusão
A Reforma Tributária impacta diretamente influenciadores e criadores de conteúdo, mesmo aqueles que ainda não perceberam. O crescimento da atividade digital veio acompanhado de maior controle fiscal e exigência legal.

👉 Quem se antecipa, economiza.

👉 Quem ignora, paga mais — ou responde depois.

📞 Orientação tributária para influenciadores e criadores de conteúdo
Se você monetiza conteúdo digital e quer saber:

  • se está pagando imposto a mais
  • se corre risco com a Receita
  • se o Simples ainda é o melhor caminho

🔹 Uma análise tributária individual pode evitar prejuízos futuros. (Atendimento sigiloso e personalizado)

⚠️ Aviso
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a análise jurídica individualizada do caso concreto.

Izabella Vasconcellos Paz é Advogada com mais de 10 anos de experiência em Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, Cartório de Registro de Imóveis e Tabelionato de Notas.

 

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